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[Eu sou uma longa história, sou...]

Escreve, se puderes, coisas que sejam tão improváveis como um sonho, tão absurdas como a lua-de-mel de um gafanhoto e tão verdadeiras como o simples coração de uma criança (Ernest Hemingway)

[Eu sou uma longa história, sou...]

Escreve, se puderes, coisas que sejam tão improváveis como um sonho, tão absurdas como a lua-de-mel de um gafanhoto e tão verdadeiras como o simples coração de uma criança (Ernest Hemingway)

[Sim, desisto.]

Sim, hoje, desisto.

Faço o que disse que nunca, jamais, faria.

Digo Adeus. E deixo-te partir e voar para longe de mim.

Deixo-te ir para onde és feliz.

 

Sim, hoje, desisto.

Prometi que não o faria, que jamais o faria, mas assumo que não aguento mais.

Perdi as forças para lutar.

A capacidade de acreditar.

A esperança. Talvez nunca tenha existido esperança para mim. Para nós.

 

Hoje desisto. Sim.

Desisto de mim. De ti.

Desisto, principalmente, de nós.

Quis acreditar. Mantive a fé.

Mas já não aguento mais.

O meu coração chora.

Tento evitar, mas não consigo.

O meu coração chora de dor.

 

Hoje desisto. Sim.

Hoje deixo-te partir.

Deixo que vás. E vou. Também.

Não sei para onde.

Mas vou.

Vou sem olhar para trás.

Vou sem esperança.

Porque a perdi. Sim. Perdi.

 

Hoje desisto de ti.

De mim. De nós.

Arquivei-te no Telemóvel.

Silenciei-te.

Silenciei-me. 

Como se isso te removesse da minha vida ou melhor do meu coração.

Como se isso apagasse tudo o que sinto por ti.

 

Hoje perdi a esperança em mim.

Perdi a esperança em ti.

Em nós.

Não perguntes porquê.

Na verdade, nem eu sei.

Apenas perdi.

 

Talvez seja isto o amor.

Sei lá.

Nem sei se alguma vez tinha amado desta forma.

Sinceramente, acredito que não.

E acho que é isso que me deixa assim.

Meio parva. Meio mágica.

Triste.

 

Hoje, senti vontade de desistir.

De ficar ali sentada, a sentir o vento, na esperança de que ele me ajudasse.

Que soprasse para longe, bem longe, a minha dor e tristeza.

 

Um dia, sim, um dia sei que serei feliz como mereço…

… até lá, ficarei a sentir o vento!

.

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