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[Eu sou uma longa história, sou...]

Escreve, se puderes, coisas que sejam tão improváveis como um sonho, tão absurdas como a lua-de-mel de um gafanhoto e tão verdadeiras como o simples coração de uma criança (Ernest Hemingway)

[Eu sou uma longa história, sou...]

Escreve, se puderes, coisas que sejam tão improváveis como um sonho, tão absurdas como a lua-de-mel de um gafanhoto e tão verdadeiras como o simples coração de uma criança (Ernest Hemingway)

[hoje, falei-lhe de ti…]

Hoje, falei de ti.
Ali, sentada, de frente para ele falei de ti.
Sim, enchi-me de coragem e falei.
Não foi preciso muito.
Falar de ti é fácil. Das coisas mais fáceis que posso fazer.
E, também, das que mais gosto.
Falei-lhe de ti.
Sim. Falei.
Achei que esperaria pelo momento da minha morte.
Mas hoje, ali sentada, senti vontade e falei de ti.
Sim, hoje falei de ti.
Quis que ele escutasse o quão és importante para mim.
Nem eu sabia.
Tu, talvez, nunca venhas a saber.
Não disse o teu nome.
Nem precisei.
Sabe, bem, quem és.
Como te chamas.
Não me perguntes como.
Apenas sabe.
Talvez porque deixei de conseguir disfarçar.
Talvez porque os meus olhos sorriem ao falar de ti.
Talvez porque, quando te vejo, mude.
Coro. Tremo. Ignoro.
Fico sem saber o que fazer.
Sim, falei-lhe de ti.
E ele ouviu. Atentamente.
Falei-lhe de ti.
Do que significas para mim.
Do quanto gosto do teu abraço.
De como sinto a tua falta.
Do quanto te amo.
Do quanto te quero e me fazes feliz.
Ele ouviu. Em silêncio.
Sem fazer perguntas.
Deixou-me falar. E falar e falar.
Deixou que as palavras saíssem sem me interromper. Apenas ouviu.
Viu as lágrimas caírem, sem controlo, pelo meu rosto.
E apenas nesse momento o ouvi.
Baixinho.
Pediu ao vento para as secar.
E por magia, suavemente, o vento tocou o meu rosto e secou as lágrimas.
Como quem me queria dizer: “não chores”.
Suspirei.
Continuei ali sentada.
Em silêncio.
Não ouvi uma, única, palavra.
Não ouvi uma, simples, pergunta.
Senti apenas a calma a abraçar a minha alma.
A paz a beijar o meu rosto.
As ondas a dançar.
As gaivotas a cantar.
Como se, em uníssono, me dissessem que sou uma sortuda.
E, no fim de tudo isso, percebi que sou.
Sim. Sou uma sortuda por saber o que é Amar. Por Amar.
Sim. Muitos irão, apaixonar-se, ao longo da vida.
Outros tantos irão, gostar de alguém, uma e outra vez.
Mas … poucos, muito poucos, terão o privilégio de sentir o Amor no seu estado mais puro.
Aquele amor que nos faz levitar.
Que tem amizade.
Cumplicidade. Química.
Que não exige.
Não pressiona.
Apenas ama.
Aquele amor que não sabemos como surgiu mas parece ser de sempre …
… e para sempre.
.
Sim, falei-lhe de ti!
.
❤️

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