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[Eu sou uma longa história, sou...]

Escreve, se puderes, coisas que sejam tão improváveis como um sonho, tão absurdas como a lua-de-mel de um gafanhoto e tão verdadeiras como o simples coração de uma criança (Ernest Hemingway)

[Eu sou uma longa história, sou...]

Escreve, se puderes, coisas que sejam tão improváveis como um sonho, tão absurdas como a lua-de-mel de um gafanhoto e tão verdadeiras como o simples coração de uma criança (Ernest Hemingway)

[Sinto-me vulnerável...]

Hoje sinto-me vulnerável. Sou vulnerável. Estou vulnerável. Tanto faz. Há dias em que sou ou estou assim. Vulnerável. Triste. Em que rio, mas tudo o que sinto é uma enorme vontade de chorar. E sinceramente já aceitei que não há mal algum fazê-lo. Não há vergonha alguma assumir que estamos tristes ou que não nos sentimos bem. Não há vergonha assumir isso. Chorar. Silenciar. Recuperar.

Hoje sinto-me vulnerável. Triste. Sinto-me exposta aos meus medos, inseguranças e fraquezas. Sinto-me como se estivesse desprotegida neste mundo que, por vezes, parece duro e implacável. Há dias assim. Parece que cada passo que dou é uma enorme batalha, e, confesso, que tenho medo de não ser forte o suficiente para lidar com o que quer que venha a seguir.

Para vencer cada obstáculo. Cada batalha. Cada dor.

Tem sido muito duro. Difícil. Dias, como o de ontem, o de hoje, fazem-me querer desistir.
A vulnerabilidade, a tristeza são emoções poderosas e, às vezes, esmagadoras. Sensações que tomam conta de nós. Que chegam sem avisar. Partem quando querem. É a certeza que não temos qualquer controlo sobre a nossa vida e as situações que nos fazem ficar assim.

Ficamos. Apenas.

Estou triste. Vulnerável. Hoje sinto-me assim. É a consciência de que me sinto ferida, enganada ou traída. Mas esta vulnerabilidade é a porta de entrada para a intimidade e para a autenticidade. Assumir que estamos vulneráveis não é fácil. Ainda mais numa sociedade em que todos parecem estar bem.

Em que todos sorriem, dizer que não estamos bem, faz-nos ficar exatamente assim: vulneráveis, expostas ao mundo!

Estou vulnerável. Não consigo deixar de pensar em tantas e tantas coisas. Mas é quando estou vulnerável que acabo por mostrar o meu verdadeiro eu, sem quaisquer barreiras ou defesas. Fico, nestas alturas, aberta a receber amor e apoio, mas também a experimentar a dor e o sofrimento. É uma experiência assustadora, mas, ao mesmo tempo, muitas vezes, necessária.

Nestes momentos, tudo o que quero, é apenas ficar em silêncio!

Admitir que me sinto vulnerável, faz-me abrir, ainda mais, o coração.

Faz-me querer dizer às pessoas o quanto as amo. O quanto me fazem falta. O quanto tenho saudades delas. Mas também me faz sentir vontade de dizer a quem me magoou as marcas que deixou na minha alma, na minha mente, no meu coração. O quanto me magoou e nem quais saber.

E, perante isto, apetece-me pegar no telefone e disparar mensagens. Mas não o faço.

Já aceitei que ser ou estar vulnerável não é um sinal de fraqueza, mas sim de coragem. É um sinal de força emocional, porque é preciso muito para ser autêntico e honesto connosco mesmos e com os outros. É, muitas vezes, um sinal de que estamos prontos para enfrentar nossos medos, superar nossas inseguranças.

Assim, e com todas as minhas dúvidas, medos, receios e inseguranças mantenho-me vulnerável, mas com a certeza que será temporário.


Hoje, só quero ficar assim: vulnerável. Permitir-me sentir as minhas emoções para amanhã poder, de novo, seguir o meu caminho. O caminho da FELICIDADE.

Imagem WhatsApp 2023-05-31 às 12.46.23.jpg

 

[O texto que nunca devíamos escrever…]

Soube, há poucas horas, da partida de um amigo. Um amigo de infância. Um amigo de adolescência. Alguém que marcou a minha vida de alguma forma. Fomos uma espécie de namorados de adolescência, daqueles a quem escrevemos bilhetinhos de amor na sala de aula, com quem nos escondíamos atrás dos blocos da escola, de quem riscávamos os cadernos e livros com o nosso nome juntamente com o nome dele, como se fossemos já casados. Lembro-me dos meus pais ficarem loucos por verem os livros todos escritos com a assinatura que juntava o meu nome ao dele. Naquela altura acreditávamos que seria eterno.

As nossas vidas levaram rumos diferentes. Por força das circunstâncias. Terras diferentes. Vidas diferentes. Mas isso não significa que esqueçamos o que um dia foi bonito. Quem um dia fez parte da nossa vida. Uma bonita amizade e recordação.

Saber da tua, prematura, partida, deixou-me de rastos. Deixou-me em choque. Fez-me ficar alguns minutos a olhar para a tua foto, em silêncio, como se não quisesse acreditar que era possível. Não, não pode ser. Não é! 

Fez-me, acima de tudo, ficar a pensar no quão efêmera é a vida. Esta é a única realidade que é difícil aceitar, mas que é, infelizmente, inescapável. Temos, desde cedo, consciência que a vida é curta, mas nem percebemos como isso molda quem somos e as escolhas que fazemos. Talvez pudesse moldar mais se a vivêssemos de forma mais intensa e verdadeira.

Infelizmente, a efemeridade da vida é um lembrete constante.  Somos finitos. Tudo tem um fim.

Hoje, o meu lembrete, foi a tua partida! Confesso que ainda não recuperei. Sinto um aperto no peito. Fuck.

Como é possível, Carlos?

Como?

Tinhas uma vida pela frente. Ao menos aproveitaste enquanto cá andaste? Foste feliz? Fizeste o que querias para aproveitar os teus dias? Quero acreditar que sim!!! Quero acreditar que tiveste vários momentos de alegria e felicidade.

Desculpa! A tua partida deixou-me sentimental. Vulnerável. Deixou-me a pensar em tantas e tantas merdas. Deixou-me com vontade de desligar o computador e sair por aí. Atrás da felicidade que tenho adiado...

Fez-me lembrar que devo aproveitar cada momento, valorizar mais determinadas pessoas e mostrar mais vezes o amor que sinto por elas. Fez-me sentir, ainda mais, vontade de demonstrar bondade e compaixão com todas as pessoas ao meu redor. Fez-me perceber que amanhã pode ser tarde para ser feliz. Que a efemeridade da vida nos desafia a fazermos algo valioso com o tempo que temos. A efemeridade da vida deve ser vista como uma oportunidade - uma oportunidade para sermos ousados, para mostrarmos amor, paixão e compaixão. Não podemos controlar o tempo, mas podemos controlar como o vivemos. Devemos aproveitar essa oportunidade e abraçar a vida com força, sabendo que tudo que temos é o aqui e o agora e que cada momento é uma chance de tornar algo incrível, sem arrependimentos pelo que não vivemos, por medo.

A tua partida fez-me perceber o quão importante é abraçar a vida com coragem e paixão e deixar de lado o medo e o receio. Fez-me perceber que só existe um momento para sermos felizes. O agora. O Amanhã pode não chegar.

Até um dia, meu amigo. E obrigada.

Imagem WhatsApp 2023-05-29 às 16.09.22.jpg

[A dança das nossas vidas … ❤]

O salão estava iluminado por luzes suaves, mas coloridas, e a música preenchia todo o ambiente ao nosso redor. No meio da pista de dança, nós dançávamos abraçados, envoltos num clima de amor e cumplicidade.
 
Movendo-nos em perfeita harmonia, como se fôssemos um só. De olhos fechados, entregues ao ritmo, sentíamos a música pulsar, lentamente, nos nossos corações. Cada passo, cada volta que dávamos, cada rodopiar, era uma expressão de amor, devoção e sedução. Tudo parecia perfeito. 
 
Um passo para cá. Outro para lá.
 
O nosso abraço era forte e seguro, como se nada pudesse abalar a nossa união. A nossa, forte, união. Os nossos corpos tocavam-se com delicadeza, como se nos estivéssemos a descobrir pela primeira vez. O contacto. O toque. Suave. O meu corpo no teu. Olhámo-nos nos olhos profundamente, como se quiséssemos comunicar sem proferir qualquer palavra. E somos capazes disso. O silêncio entre nós nunca foi problema.
 
Um passo para cá. Um passo para lá.
 
Continuávamos a dançar, ao ritmo da música, como se fosse a única forma de nos mantermos conectados, de nos sentirmos cada vez mais próximos um do outro. A música continuava. Tocava lentamente. Acho que não ouvíamos sequer uma palavra da letra. Tudo tinha desaparecido à nossa volta. Ali, só existíamos nós. A música era, apenas e só, o pretexto para continuarmos abraçados. Juntos. No nosso mundo. 
 
Um passo para cá. Um passo para lá.
 
O mundo à nossa volta não existia. Tudo estava parado. Agora, tínhamos um mundo só nosso. Onde a música era a nossa aliada. E ali nos deixámos levar,  pelo momento, sem nos preocuparmos com o mundo lá fora. Continuávamos bem juntinhos. Abraçados. A música era a nossa trilha sonora, a trilha sonora do nosso amor, aquele amor que se fortalecia a cada passo que dávamos. Numa dança sem fim. A nossa.
 
Que seja eterna, esta dança, nas nossas vidas.
 
Para lá. Para cá. Para cá. Para lá.
 

 

 

[Tudo Vai Ficar Bem Enquanto Nós Dois Estivermos Juntos...]

Há uns tempos, a propósito de uma reportagem sobre a história de amor de Brigitte e Emmanuel Macron, li uma frase que me acompanha, desde então, e que cada vez faz mais sentido e que dizia, simplesmente,  Tudo Vai Ficar Bem Enquanto Nós Dois Estivermos Juntos. Há histórias e histórias. Esta é uma das que me fascina por tantas e tantas razões.

De facto, a vida é imprevisível, e quando menos esperamos consegue-nos surpreender pela positiva. Com pessoas que nos enchem o coração. Nos fazem despertar a alma. Nos ajudam a sorrir em momentos difíceis. Que fazem os nossos dias parecerem mágicos e mais bonitos. Nos fazem vencer obstáculos. Nos fazem pôr os medos de lado.

A vida, principalmente, surpreende-nos porque no meio de tantas adversidades, quando é fácil sentirmo-nos perdidos e, até algo, desamparados, mostra-nos que temos alguém que amamos, que torna tudo mais fácil e suportável. Talvez porque o amor é um sentimento poderoso que nos dá forças para enfrentar qualquer desafio e superar qualquer dificuldade. Não importa o que o mundo ou os outros pensam ou acham que pensam do que sentimos ou vivemos. Apenas importa o que nós sabemos e sentimos. Apenas importa o nosso mundo. Os nossos sentimos. Apenas importamos NÓS!

Quando estamos juntos, somos capazes de enfrentar qualquer obstáculo e vencer qualquer batalha. Somos mais fortes e corajosos, porque sabemos que nos temos, que nos apoiamos incondicionalmente e que estaremos ao lado um do outro, não importa o que possa acontecer. Não importa o que a vida nos reserva, não importa o quão difícil seja o caminho, os obstáculos a vencer, as dificuldades a superar, porque tudo vai ficar bem enquanto nós dois estivermos juntos. Juntos, somos capazes de enfrentar as tempestades e celebrar as vitórias. Juntos, somos mais felizes.

Não importa se o mundo parece caótico ou difícil, quando estamos juntos, tudo é mágico, mais bonito e mais feliz. E mesmo que as coisas possam não ser exatamente como planeámos, porque não serão, decerto, sabemos que, juntos, somos capazes de encontrar novos caminhos,  novas direções e novas soluções.

Porque, no final, o amor é a força que nos mantém unidos e nos dá a coragem para enfrentar o desconhecido. Tudo Vai Ficar Bem Enquanto Nós Dois Estivermos Juntos!

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[Sou uma longa historia… SOU]

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Sim, sou uma longa história. 

Talvez daqueles que poucos terão interesse em ler ou conhecer, mas sim, sou uma longa história.
Sempre gostei de escrever,
Sempre escrevi pequenos, grandes, textos que fui guardando no Telemóvel,
Sentava-me no chão do terraço, em silêncio, e escrevia.
Sentava-me a contemplar o mar e escrevia.
Não interessava onde estava.
Simplesmente, escrevia. Escrevo.

Escrevia e escrevo, na maioria das vezes, para mim,
Para alguém,
Sobre mim,
Sobre alguém.
Por mim,
Por algo ou alguém.

Nunca tive intenção de partilhar,
Nunca tive intenção que me lessem,
Escrevo porque gosto.
Simplesmente.
Escrevo porque sim.
Escrevo porque me faz bem.

Escrevo sobre a minha vida,
Sobre o que já vivi,
Sobre tudo,
Sobre nada…
Gosto de escrever.
Apenas.

Sou uma longa história,
Nem mais nem menos que ninguém,
Apenas uma longa história,
Talvez daquelas que não interesse a ninguém,
Daquelas da qual, a maioria, foge,
Sou um longa história. Ponto.
Sou feita de altos e baixos.
Tristezas e alegrias.
Certezas e incertezas.

Sou uma longa história,
Sou feita de amizade,
Sou feita de amor,
De mistérios,
De traições,
De quedas,
De lutas,
De verdades, principalmente de verdades!

Sou uma longa história …

… Sou!

.

❤️

#red #womaninred #reddress #lovered

[Sou feita de #momentos . Sou feita de #saudades ❤️]

Dizem que a saudade tem cor.
É branco. Preto. Amarelo. Vermelho.
Talvez tenha um pouco de cada cor.
Eu acho que, na verdade, a saudade é feita de cor, nome, cheiro e sabor.

A saudade tem a cor do mar que nos acalma,
Do sol que nos ilumina,
Do brilho,das estrelas, que nos faz sorrir,
Do céu, azul, que nos guia,
Da chuva que nos molha,
Da mistura de cores, das flores, na primavera.

Tem o cheiro do café da avó,
Da maresia nas manhãs de inverno,
Do perfume, de bebé, dos filhos,
Da pele daquela, eterna, paixão,
Da terra molhada.

Ai, a saudade, a saudade.
A saudade Tem o sabor da comida da mãe,
O sabor do beijo demorado e apaixonado,
Da água salgada,
Do café com os amigos.

A saudade tem o meu nome, o teu,
Tem o nosso nome.
Tem o nome das pessoas que conheci e perdi,
Tem o nome das pessoas que amo,
Tem o nome de quem fui e já não sou.

Tem o nome de todos os que tive o privilégio de conhecer,
Tem o nome dos que permanecem em mim,
Na minha vida, na minha memória e no meu coração,
Dos que me fazem rir e sorrir, sem motivo, sem razão ou explicação,
Dos que me tentam e/ou fazem feliz.

A saudade é o ontem, o hoje, o amanhã.
É a vontade de voltar a tempos vividos,
O desejo de regressar aos abraços de alguém, tão especial,
A capacidade de sorrir à gargalhada, por vezes do nada,
A necessidade de persistir, resistir,
A vontade de não desistir!

...Mas, acima de tudo, a coragem de SER FELIZ!

Imagem WhatsApp 2023-05-11 às 12.11.36.jpg

[Abraço-me (te) ...]

Fico ali sentada de olhos fechados.

Serena. Calma. Pura.

Imagino a tua presença.

Ali estás tu.

No meu abraço. Eu, no teu.

Em silêncio.

Sinto as tuas mãos no meu corpo.

Apertas-me, com força, como se me quisesses prender.

Apertas-me como se, ao soltares-me, me perdesses.

Conseguimos ficar, ali, em silêncio no escuro, minutos a fio.

Como se o nosso abraço dissesse tudo o que queremos dizer.

Como se ele transmitisse tudo o que estamos a sentir.

O silêncio não me perturba.

Contigo o silêncio tem um sabor especial.

Tudo é especial.

Todos os meus medos e receios desaparecem.

E fico, ali, mais uma vez, presa no teu abraço.

A desejar que, nunca, nunca, mesmo aquele momento acabe.

A desejar que, um dia, aquele momento se torne eterno.

A pedir, baixinho, enquanto sinto as lágrimas nos meus olhos, que um dia não tenha de te ver ir embora.

A pedir que, um dia, não tenha de te agarrar, puxar, para te roubar mais um beijo. Apenas mais um.

Olhas-me nos olhos. Sentes a minha dor. Sentes a minha tristeza.

Mas tens de ir.

Eu sei.

Mas não quero.

Tento acalmar, o coração, por breves instantes.  

Tenho esperança de que não vás.

A esperança ganha, ainda, mais vida quando decido encarar os meus receios.

Não minto, eu cá tenho receio, mas gosto demasiado de ti para ter medo, por isso…

… se vais, deixa-me ir contigo.

.

 

 

 

 

 

 

 

[Dia da mãe ❤️]

Nem sei muito bem como começar a falar sobre este dia.
Sim. Dizem que, hoje, é o dia da mãe.
Nada mais errado.
O dia da mãe foi ontem, é hoje, será amanhã… é, na verdade, todos os dias.
Falar de mãe é falar de um amor sem medida.
É falar de um amor, totalmente, incondicional.
É falar de colo. De apoio. De abraço. De carinho. De amor. De muito amor.
Falar de mãe, para mim é, talvez, das coisas mais difíceis de fazer.
Ninguém imagina o quanto.
Mãe…
primeiro conhecemos o nome e depois, com o tempo, o significado.
Sim. Não vale a pena dizermos que sabemos o que é ser mãe até, verdadeiramente, o sermos.
Só nesse momento, em que sentimos um ser nascer em e de nós, entendemos. Até lá, apenas, teremos uma pequena ideia!
Tive a sorte de ter duas mães. Sim. Duas.
A minha avó paterna que foi como uma mãe para mim e a minha, verdadeira, mãe.
Completamente diferentes.
Talvez porque, como dizem, as avós são mães duas vezes.
Talvez porque, em determinada altura, as avós têm mais tempo do que as mães.
Talvez porque as avós, mesmo quando sabem que estamos erradas, não o dizem.
Nunca ralham. Nunca nos chamam à razão. Apenas ouvem. E estão lá! Abraçam-nos, em silêncio! E aceitam os nossos erros sem dizer uma palavra.
Fui uma sortuda.
Sou uma sortuda.
Tive uma avó-mãe.
A pessoa que me ensinou a ser paz. A ser amor. Que me ouvia quando eu precisava. Que me dava abraços sinceros.
Que me ouvia tardes a fio. Que me dava colo.
Que me amava incondicionalmente. Minha avó. Que saudades tuas.
Minhas contigo. Nossas.
Acho que terias orgulho de mim. Orgulho da mulher que sou. E que me tornei.
Tive e tenho, felizmente, a minha mãe.
Feitios diferentes. Ou não …
Nem sempre conciliadores. Mas, apenas e só, porque nos amamos, queremos o bem uma da outra, e não sabemos lidar com este amor que tem que viver à distância.
Será sempre o meu amor maior.
Sei, embora nunca lho tenha dito, que ela estará sempre lá para mim.
À distância de um telefonema. A km de distância. Mas está lá. Eu sei. Ela não precisa de o dizer.
Depois… percebi o sentido.
O significado. Tornei-me mãe. Senti dois corações, ao mesmo tempo, a crescer dentro de mim.
E ser mãe é ter o nosso coração a bater fora do peito.
É viver em constante sobressalto.
É ter um amor maior que tudo.
É deixar de pensar em nós e pensar neles. E como penso. Mal eles sabem!
Estou longe de ser a melhor. Estou longe de ser perfeita. Mas sei bem tudo o que dou e faço por eles. E, um dia, eles também saberão.
Ser mãe é uma mistura de sentimentos.
É uma constante mudança de emoções.
É sofrer diariamente.
É esquecermos que existimos para, primeiro, pensar neles.
Ser mãe, obriga-nos, a colocar no lugar que não entendíamos. O lugar da nossa mãe. O lugar de quem ralha, castiga, grita, apenas, porque ama. Ama sem medida. Ama e a única coisa que quer é que aqueles seres, a quem deste vida, sejam felizes e não sofram!
Ser mãe. A verdadeira. É dor. Carinho. Emoção. Duvida. Crítica.
Mas é, sobretudo, amor.
Posso amar muito na vida. E amo. Amo, os meus amigos, o homem que amo, mas nada se compara, jamais ao amor que sinto pelos meus filhos. Os únicos por quem faço e sempre fiz todos os sacrifícios, os únicos por quem abdiquei e abdicarei da minha felicidade, os únicos por quem daria a vida, sem pensar!
Ser mãe é isto. Ser mãe ..
É… AMOR!
 
 
“A minha mãe é a mesa cheia.
E a casa quente. A preocupação constante. É a pessoa que começou a escrever a minha história e depois me passou a caneta.”
 
 
❤️

[Amizade...]

Voltei, hoje, ao baloiço. Ao fim de duas semanas. estive ausente por variados motivos que não importam para aqui, para já. 
Voltei lá, talvez, porque já elegi este sítio como “o sítio”. Aquele onde gosto de ir para, sozinha, ficar em silêncio. Para pensar. Para chorar. Mas também porque foi o sítio onde nasceu uma bela amizade entre mim e uma gata. 
Quando vou ao baloiço, nunca sei se a vou encontrar. Tal como não fazia ideia que ela fosse aparecer naquele primeiro dia. 
Hoje, dez minutos, depois de me sentar no baloiço, ainda não a tinha visto, por estar de costas, já ouvia, como se estivesse a anunciar a sua chegada, um enorme “ronronar”. 
Aproximou-me, de mim, de mansinho. Enroscou-se em mim. Pediu mimos. E, ali, ficou, ao meu lado, como se durante aqueles minutos em que ali estamos fôssemos uma da outra. E, na verdade, acho que somos. Não interessa que, de seguida, cada uma siga o seu caminho. 
Há ligações muito mais fortes que as físicas. Esta é uma delas. Uma relação que não se explica. Das relações que mais gosto. Intemporal. Mágica. Inexplicável.
Há muitos tipos de relações. Muitas formas de amizade. Mas as que não pedes, não esperas, não escolhes, são as melhores porque já estavam destinadas a acontecer. 
A propósito disso, da amizade, há dias em conversa com um amigo dizia-lhe, com as lágrimas nos olhos, que sou talvez das melhores pessoas que alguém pode ter na vida. Disse-o de forma convicta, sem qualquer leviandade da minha parte, disse-o porque é como me vejo. 
Há quem possa entender isto como sendo convencida. Não importa. Tenho plena convicção do que sou. 
Sou aquela pessoa que, seja qual for a situação, vai estar sempre lá, porque nos bons todos estão nos maus só alguns.
Sou a que não cobra pela distância. 
Que não questiona a ausência. 
Que não dá à espera de algo em troca. 
Sou aquela que, se preciso, abdica de si para dar ao outro. 
Sou a que desculpa a ofensa. As palavras amargas nos dias maus dos outros. A que perdoa. 
Sou a que ajuda, quando sabe que precisam, sem esperar que peçam. 
Sou a que não força a presença. 
Sou a que ama incondicionalmente. 
Talvez por isso, nós as duas, tenhamos uma amizade tão pura. 
Ela dá sem pedir. Eu dou sem esperar. 
Durante aqueles minutos, ainda que breves, ela é minha. E eu dela. Tal como em todas as minhas relações. 
Sei que não estamos fisicamente juntas mas estamos unidas por algo maior, algo inexplicável, algo que só nós entendemos. 
 
Algo a que se dá o nome de AMOR!

[Saudade…]

Dizem que a saudade tem cor.

Branco. Preto. Amarelo. Vermelho.

Na verdade, para mim, a saudade tem nome, cheiro e sabor.

 

A saudade tem a cor do mar que nos acalma,

Do sol que nos ilumina,

Da chuva que nos molha,

Das flores na primavera. 

 

Tem o cheiro do café da avó,

Do perfume dos filhos,

Da pele daquela paixão,

Da terra molhada.

 

Ai, a saudade, a saudade.

Tem o sabor da comida da mãe,

O sabor do beijo apaixonado,

Da água salgada,

Do café com os amigos.

 

A saudade tem o meu nome, o teu,

Tem nome de pessoas que conhecemos e perdemos,

Tem nome de pessoas que amámos,

Do abraço que conforta,

Tem nome de quem fomos e já não somos.

 

Tem o nome de todos os que tivemos o privilégio de conhecer,

Tem o nome dos que permanecem em nós,

Dos que nos fazem rir e sorrir,

Dos que nos fazem felizes, 

Dos que, no meio da queda, nos ajudam a levantar. 

 

A saudade é o ontem, o hoje, o amanhã.

É a vontade de voltar a tempos vividos,

O desejo de regressar aos abraços de alguém,

A capacidade de sorrir à gargalhada,

A necessidade de não desistir

E, acima de tudo, a coragem e a vontade de SER FELIZ!

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